quarta-feira, 2 de julho de 2008

amor errante



Indepentemente de precipícios ou profundezas serei errante.

Amar é uma estrada sem retornos.

Há que alimentar-se de tudo, até que se descubra o que nutre e o que mata.

Não foi assim que muitos alimentos foram descobertos? Como terá sido a descoberta da mandioca braba como alimento?

Foram necessários sete dias de cozimento em fogo alto para que se comesse dessa iguaria sem o fim instantâneo.

No primeiro dia, um infeliz deu-lhe uma mordida e batata: ta lá um corpo estendido no chão. No segundo, alguém pensou em ferver e ferveu. Quem se arrisca? A curiosidade mata e matou – mais um. Isso, sucessivamente, até o sétimo dia – e Ele já podia descansar. Nenhuma alma penada, desde então, foi para além (ou aquém) por ter ingerido a mandioca que não era mais braba assim.

Todos mataram o que estava lhes matando - a fome. (aluisiomartins)

3 comentários:

Claudinha Bártholo disse...

Adorei o texto, será que a gente tem que provar de tudo que é tipo de amor até achar o certo?
hehehehe
tô indo bem na busca..
BEIJOSSS, excelente!

Cris Animal disse...

"Indepentemente de precipícios ou profundezas serei errante."
Amei essa frase. Amei. Totalmente desafiadora, renovadora....instigante. Talvez, ela resuma um pouco do meu sonho...rs Só um errante pode chegar a ser livre e libertar.
Demais.
.............Cris

Cris Animal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.