
durante os lentos dias em que aguardo para fazer do meu corpo tua moradia, amadureço em minhas entranhas estranhas estratégias, para que não mais de mim teus olhos partam...
sim, e se enfim você viesse eu te seduziria, para que lento e tenro o meu corpo adentrasse e que lá no fundo você encontrasse o cheiro das estrelas que mais brilhassem, te convidaria para que viajasse pelo céu estrelado da minha boca, louca e rouca.
e também te pediria, para que mergulhasse nas reservas de água doce que armazenei em mim, enquanto o tempo passava e eu me guardava pro teu corpo viril e exato.
e nesse poço que possuo dentro, quero que saiba que guardo também o lamento, pelas horas baldias que se arrastam sedentas...
faminta e insone pela casa vazia, me embriago de vontade, vinho e poesia... transbordando a minha feminilidade escarlatizada, que estampa de desejo os sonhados e acordados beijos e que afloram, defloram e florescem o meu instinto animal, me tornando compulsiva e ardente nessa febre irracional...
e sorrio ao perceber, que poética e uivante te alicio discreta e publicamente, irrefreavelmente passional, platonicamente seduzida nas entrelinhas melódicas, metafóricas e inquietas, desse uni-verso virtual.
(sheyladecastilho°
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