O mar está calmo -
eu, estou calmo.
Esse mundo bravio -
também está calmo.
Como o momento vazio -
o ar está calmo.
Somos só eu e você,
meio num sem querer,
estarmos um com o outro.
Não nos amamos mais,
mas nos suportamos.
Da rua vêm silêncio,
nenhum ruído.
Talvez um corpo no chão,
prostituído.
Um cachorro late,
com sem seu osso
e às sete horas bate,
a hora do almoço.
Essa página não ficou
em branco.
Tanto estou negro,
que negro é meu pranto.
Sala vazia, quadros que
vêem.
Plantas inertes, voam
sem vento.
Serena uma breve lírica -
uma chuva de momento.
E aqui sozinho - eu penso:
"Não sei se aguento."
Porque tão banais, as
horas convêm.
Um tanto abismais,
pessoas não falam.
Deixam que a noite
e a morte - também negra,
façam o que sempre fazem,
às más línguas as calam.
E o poema, comprazem.
Petro.
17/03/09
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