sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sal



Lá vai ela outra vez. Da cama pra tela, da tela pra cama. Nao sabe mais discernir entre uma e outra porque agora o sonho também tem teclado. Comer, só se for rapidinho - beber, tem que ser vinho. E tinto. Ou café. É café, que ele gosta tanto...E quando não está editando suas letras, viaja pelos espaços queridos. Ele disse...ela disse...ele disse...so nice...então, esse seu texto ela já conhecia, dear, deixou-a de 4 na época, com uma folha de sulfite nas mãos, tratando de convecer as amigas que algo transcendia. Hoje sabe que era verdade. Quantos julgaram-na uma maluca de pedra? Hoje sabe também que a dor é uma forma muito particular de prazer. Nada de sadomasoquismos, digo sim das lágrimas que misturam-se ao sangue, agregando-lhes viço e sal.

2 comentários:

Léia Carvalho - LC disse...

estou sem sal... estou em lágrimas hoje, ou estive ontem sei lá... mas seu texto tem tempero, tem ritmo é vivo.

Petro disse...

Um Poema Breve para as Autoras do Psil-en-cio.

Conto com o poema e com a poesia
querendo diferenciar a agonia
de chamar poema masculino verbete
e poesia chamar uma mulher com um macete.

Pedro Barreto Costa.