segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Tudo ou Nada
Quantos não foram os filósofos
a pensarem sobre o tudo e o nada
quando ambos são e serão sempre
a cousa mesma,
tanto é que primam por beleza
quanto saem das bocas
desses tais pensadores.
Quantos não foram os poetas
a pensarem sobre o tudo e o nada
quando sempre encaixavam em
suas poesias
eles - tudo ou nada - em outras
palavras.
Quantos não foram os políticos
a pensarem sobre o tudo e o nada
quanto mais falaram
esse que é um tornou-se outro
pois políticos são tudo ou nada
Quantos líderes religiosos
pensaram sobre o tudo ou nada
pois para esses também
os dois confundem-se, Amém.
Quantos quanto eu, por estar aqui
falaram sobre o tudo ou nada
pois que não apostaram saberem
estes, onde um começa o outro acaba.
Petrecostal
16/11/2009
a pensarem sobre o tudo e o nada
quando ambos são e serão sempre
a cousa mesma,
tanto é que primam por beleza
quanto saem das bocas
desses tais pensadores.
Quantos não foram os poetas
a pensarem sobre o tudo e o nada
quando sempre encaixavam em
suas poesias
eles - tudo ou nada - em outras
palavras.
Quantos não foram os políticos
a pensarem sobre o tudo e o nada
quanto mais falaram
esse que é um tornou-se outro
pois políticos são tudo ou nada
Quantos líderes religiosos
pensaram sobre o tudo ou nada
pois para esses também
os dois confundem-se, Amém.
Quantos quanto eu, por estar aqui
falaram sobre o tudo ou nada
pois que não apostaram saberem
estes, onde um começa o outro acaba.
Petrecostal
16/11/2009
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Onde Ouvi Outros
Porque eu sei
Sou e provei
Anteriormente
O exemplo terei
Soube o meu ser
De construir um
Belo enternecer
De certo, comum
Goma e uma travessa
Provei essa destilação
E ao ontem, atravessa
Onde ouvi os outros, são.
Pedro B. Costa
Sou e provei
Anteriormente
O exemplo terei
Soube o meu ser
De construir um
Belo enternecer
De certo, comum
Goma e uma travessa
Provei essa destilação
E ao ontem, atravessa
Onde ouvi os outros, são.
Pedro B. Costa
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Alzheimer
Onde foi que eu esqueci
de ser eu mesmo?
Será que não lembrar
é realejo?
Posso saber onde foi
parar o beijo?
Eu pude esquecer até
o ensejo
E a paciência necessária
de ser um pouco o que
minha memória esqueceu
Até aquele passeio
assistencial que você
me deu
Virou poeira do tempo
Feito esse múrmuro
momento
A levar daqui a lembrança
em movimento
É daqui pra frente,
e essa é a vantagem,
francamente como
a solidão, esquecer-te
e não precisar
mais da saudade que
tudo agora se
desfaz
E o meu gênio outrora
eloquaz, resguardou o que
era para já
Como um de sumiço chá
e esse mêdo se vai
só, enquanto fico
em observar esse
instante único sobrado
de uma vida inteira
de trabalho
Mas sou mais feliz assim
e essa é minha confissão,
pois em comparação aos demais
sinto-me até mais capaz
Pois o que vive somente o
agora, não dorme e só
acorda para o bom das
cousas; estipula o plano
de um segundo e se
esquece até do mundo
Veja você também os
problemas, eu só
possuo esse endema. Outros
preocupam-se demais
com o passado e futuro
ao passo em que eu
sou já um fruto mais
maduro, sou esse fio
de navalha e corto
quando quero, pois
momento algum eu
espero para fazer
tudo aquilo que sempre
quis e venero.
Petrecostal
20/12/2009
de ser eu mesmo?
Será que não lembrar
é realejo?
Posso saber onde foi
parar o beijo?
Eu pude esquecer até
o ensejo
E a paciência necessária
de ser um pouco o que
minha memória esqueceu
Até aquele passeio
assistencial que você
me deu
Virou poeira do tempo
Feito esse múrmuro
momento
A levar daqui a lembrança
em movimento
É daqui pra frente,
e essa é a vantagem,
francamente como
a solidão, esquecer-te
e não precisar
mais da saudade que
tudo agora se
desfaz
E o meu gênio outrora
eloquaz, resguardou o que
era para já
Como um de sumiço chá
e esse mêdo se vai
só, enquanto fico
em observar esse
instante único sobrado
de uma vida inteira
de trabalho
Mas sou mais feliz assim
e essa é minha confissão,
pois em comparação aos demais
sinto-me até mais capaz
Pois o que vive somente o
agora, não dorme e só
acorda para o bom das
cousas; estipula o plano
de um segundo e se
esquece até do mundo
Veja você também os
problemas, eu só
possuo esse endema. Outros
preocupam-se demais
com o passado e futuro
ao passo em que eu
sou já um fruto mais
maduro, sou esse fio
de navalha e corto
quando quero, pois
momento algum eu
espero para fazer
tudo aquilo que sempre
quis e venero.
Petrecostal
20/12/2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Monólogo
Há um círculo
onde estou
veja você
o meu íntimo
é não ser
o que sou
Há um vínculo
entre mim e
mim mesmo
há um cerco
há um cerco
assim vi
Vejo ainda
olhos são
não só visão
mas pensamento
a todo momento
toda a vida
Se desfaz
atenção se
sobra à
essa obra
esse chão
se desfaz
Sobrou eu
mas não só
na cabeça
dá como nó
esclareça
essa turveza
Essa escuridão
faz-me ver
como um claro
detalhado e
tem a ver
com solidão
Não sou não
o que eu penso
sou só bom senso
vejo a razão
entornada feito
entretenimento
Há uma voz
fala comigo
de pouco a pouco
um tanto isso
um sobreaviso
há uma voz
Maior talvez
mais bela seja
que passageira
tal como dor
tem a certeza
maior talvez
Que tudo isso
sirva de condição
para mim, senão
a outros tais
tão quebradiços
são os carnavais.
Petrecostal.
06/12/2009
onde estou
veja você
o meu íntimo
é não ser
o que sou
Há um vínculo
entre mim e
mim mesmo
há um cerco
há um cerco
assim vi
Vejo ainda
olhos são
não só visão
mas pensamento
a todo momento
toda a vida
Se desfaz
atenção se
sobra à
essa obra
esse chão
se desfaz
Sobrou eu
mas não só
na cabeça
dá como nó
esclareça
essa turveza
Essa escuridão
faz-me ver
como um claro
detalhado e
tem a ver
com solidão
Não sou não
o que eu penso
sou só bom senso
vejo a razão
entornada feito
entretenimento
Há uma voz
fala comigo
de pouco a pouco
um tanto isso
um sobreaviso
há uma voz
Maior talvez
mais bela seja
que passageira
tal como dor
tem a certeza
maior talvez
Que tudo isso
sirva de condição
para mim, senão
a outros tais
tão quebradiços
são os carnavais.
Petrecostal.
06/12/2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Boas Festas
Aproveito o momento para desejar Boas Festas para todo o pessoal que contribui no psil-ên-cio, que seja quebrado o silêncio e nossas vozes hajam ouvidos para elas, abraços acalentados,
Petrecostal;)
Petrecostal;)
domingo, 15 de novembro de 2009

hoje eu não quero o tédio embaçado na janela.
quero apenas a lembrança de um corpo lapidado
e o sal do suor melado e entranhado
nas indecências sussurradas por entre minhas pernas.
quero a memória da fúria de dentes no pescoço
e essa coisa de pele, de carne, de alma e de osso,
que termina em espasmos e estremece a calmaria
me afagando ofegante de prazer e poesia.
(sheyladecastilhoº
.
sábado, 14 de novembro de 2009
Quebrando a Cara
Era uma vez esse cara
de vez em vez]
quebrava a cara
a sua tez
tinha cor clara
tudo em três
copos virara
a embriaguês
desse cara
era cortês
cousa rara
Dizia ao mundo
o que sentia
um vagabundo
sem serventia
um sujismundo
sem garantia
Era perseguido
a todo instante
era atrevido
um diletante
cada aprendido
era um rompante
Um belo dia
desses claros de Sol
evanescia
em um atol
Acomoeteu-se
esse tal cara
ajoelhou-se
quebrou a cara
Ao ver no céu
uma luz clara
um escarcéu
atrás do cara
Arrependeu
tudo o que fês
observou
e deu adeus
pulou e aspirou
ainda um ar
um ar cortês
Se falou desse cara
ser não homem
mas um Deus.
Petrecostal.
de vez em vez]
quebrava a cara
a sua tez
tinha cor clara
tudo em três
copos virara
a embriaguês
desse cara
era cortês
cousa rara
Dizia ao mundo
o que sentia
um vagabundo
sem serventia
um sujismundo
sem garantia
Era perseguido
a todo instante
era atrevido
um diletante
cada aprendido
era um rompante
Um belo dia
desses claros de Sol
evanescia
em um atol
Acomoeteu-se
esse tal cara
ajoelhou-se
quebrou a cara
Ao ver no céu
uma luz clara
um escarcéu
atrás do cara
Arrependeu
tudo o que fês
observou
e deu adeus
pulou e aspirou
ainda um ar
um ar cortês
Se falou desse cara
ser não homem
mas um Deus.
Petrecostal.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Reunião de Condomínio
Passavam as 19:00hrs, Horácio sabia que dessa vez não tinha volta, havia prometido à mulher ir à tão adiada reunião de condomínio. Costumava nunca perder tempo com essas cousas, considerava um jeito de desperdiçar sua já limitada paciência. Mas hoje não tinha jeito. Fincara compromisso e, se faltasse, teria de dar explicações à patroa. Logo que chegou do trabalho deu-se por decidido. Teve até o cuidado de tomar um bom banho e colocar uma blusa de tecido que comprara recentemente e que estava mais novinha que as outras. Se era para fazer o negócio, queria fazer direito. A descida, no elevador, sentiu uma sensação estranha, a ansiedade fez seu coração bater mais rápido. Lembrou-se dos tempos de menino, quando tomava coragem para pedir ao pai e à mãe cousa lá que fôsse; uma permissão, talvez. A porta abriu-se e Horácio pôs-se para fora já a ouvir o rebuliço da reunião a começar. Notou várias caras estranhas, gente com quem nunca havia tido contato, outros já seus conhecidos quiseram passar a imagem de que nada havia com o que se preocupar. Foi entrando. Aos poucos acalmou-se e sentou-se em um lugar vago, entre duas mulheres, uma senhora mais velha e a outra uma moça não tão novinha também. Acomodou-se, deu um prumo na roupa e assistiu aos primeiros dez minutos de reunião no mais absoluto silêncio, apenas ouvindo. às vezes os moradores de seu condomínio reverberavam por todos os lados. Ao olhar seu redor, percebeu que todos ali conheciam-se, ele era o único novato. Um neófito. Esperava o melhor momento para falar, mas o instante em que decidia-se por intervir era sempre o mesmo do qual valia outro para dar sua opinião. Resolveu ficar calado, só prestando atenção e assim o tempo foi passando e outros falavam; discutiam sobre o andar em que vivia um jovem muito barulhento e destes sem preocupações para com o conglomerado que era o edifícil; falavam do aumento do consumo de energia elétrica ao dobro quase do do mês anterior; dos zeladores reclamões que pretendiam aumento em seus salários; do preço do cloro da piscina e dos valores e cifras todos relacionados ao porquê daquela reunião; e teve até alguém para lembrar da questão ambiental e reclamar em voz alta a coleta seletiva do lixo, afora o gasto com o resíduo usual.
Aconteceu que, Horácio foi ouvindo e esqueceu de prestar atenção de tanto que ouviu, as vozes passaram a serem ditas em um volume mais baixo, o seu olhar ao redor começou a ficar turvo e seu comportamento, o de uma pessoa sonolenta, e foi indo tanto que cochilou.
Ao abrir de olhos, Horácio logo percebeu todos ali presentes estarem voltados para seu corpo solto na cadeira de plástico que já quase de pernas quebradas, sustentava seu pêso jogado todo por força da gravidade contra o frágil material do qual era feita. O embaraço não pôde ser maior, e a primeira ação sua foi recompôr-se e sentar direito, logo ao mesmo tempo em que balbuciou certas palavras ininteligíveis, puxou do ar do local, pôs mui indistintamente as duas mãos entrelaçadas sobre a mêsa, e com um ar de forçada importância dizer:
- Sim. Por onde paramos?
As reações foram das mais diversas. Houve quem balançasse a cabeça em tom de desaprovação e até quem risse. Mas o fato é que a reunião continuou como se nada tivesse acontecido, as pautas foram fechadas, o caixa também, as pendências, adiadas e deram por finalizada a assembléia. No elevador com algumas pessoas, Horácio surpreendeu-se com o bom humor dos condôminos que até então desconhecia, o que , para êle , foi agradável. É claro. Teve vergonha. Mas esse sentimento foi substituído por uma inesperada afeição pela compaixão e paciência dos demais para consigo. Quando chegou em casa e contou à mulher, ambos riram muito e até fizeram um amor mais gostoso àquela noite. Desde então, não faltou a mais nenhuma reunião do condomínio, e algum tmepo mais tarde foi até mesmo votado cíndico, função que passou a exercer como um hobby paralelo ao seu trabalho natural, de arquiteto; desse modo foi vivendo e nunca esqueceu da primeira vez. Da sua primeira reunião de condomínio, de seu sono sem precedentes e de como tudo isso terminou.
Pedro.
Aconteceu que, Horácio foi ouvindo e esqueceu de prestar atenção de tanto que ouviu, as vozes passaram a serem ditas em um volume mais baixo, o seu olhar ao redor começou a ficar turvo e seu comportamento, o de uma pessoa sonolenta, e foi indo tanto que cochilou.
Ao abrir de olhos, Horácio logo percebeu todos ali presentes estarem voltados para seu corpo solto na cadeira de plástico que já quase de pernas quebradas, sustentava seu pêso jogado todo por força da gravidade contra o frágil material do qual era feita. O embaraço não pôde ser maior, e a primeira ação sua foi recompôr-se e sentar direito, logo ao mesmo tempo em que balbuciou certas palavras ininteligíveis, puxou do ar do local, pôs mui indistintamente as duas mãos entrelaçadas sobre a mêsa, e com um ar de forçada importância dizer:
- Sim. Por onde paramos?
As reações foram das mais diversas. Houve quem balançasse a cabeça em tom de desaprovação e até quem risse. Mas o fato é que a reunião continuou como se nada tivesse acontecido, as pautas foram fechadas, o caixa também, as pendências, adiadas e deram por finalizada a assembléia. No elevador com algumas pessoas, Horácio surpreendeu-se com o bom humor dos condôminos que até então desconhecia, o que , para êle , foi agradável. É claro. Teve vergonha. Mas esse sentimento foi substituído por uma inesperada afeição pela compaixão e paciência dos demais para consigo. Quando chegou em casa e contou à mulher, ambos riram muito e até fizeram um amor mais gostoso àquela noite. Desde então, não faltou a mais nenhuma reunião do condomínio, e algum tmepo mais tarde foi até mesmo votado cíndico, função que passou a exercer como um hobby paralelo ao seu trabalho natural, de arquiteto; desse modo foi vivendo e nunca esqueceu da primeira vez. Da sua primeira reunião de condomínio, de seu sono sem precedentes e de como tudo isso terminou.
Pedro.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Lua Nova >>>
A Viagem de Chihiro
Cheguei há pouco. Aqui estão os milhares de mundos paralelos, fechados entre/capas, letras observando-me - bichinhos de papel - acenando-me com seus títulos e temas sugestivos ora pertinentes, suas cores, imagens, símbolos, blocos, caixas de informações, receptáculos, conteúdos, vasos... Copas. Acaricio-os, folheio um e outro. O verdadeiro Graal, através desses mundos, vai encontrando um novo sentido para o Real. É necessário seguir despegandome. Racionalmente, porém. Ontem me presenteei com um pequeno / grande espaço - o prazer incomparável de gerir a vida. Minha vida! Com direito à varandinha para céu amplo, que se abre ao futuro imediato como este fundo marinho, bailinho de estrelas/música lenta, desfile de nuvens, ou mesmo no mau humor típico das noites em minha cidade... Seja bem-vinda você também, Lua Nova.
Eis o retorno à autentica Vontade de realizar, agregar, eleger, construir, criar, reformar, emagrecer, e amar, e amar, e amar-me.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Sal
Lá vai ela outra vez. Da cama pra tela, da tela pra cama. Nao sabe mais discernir entre uma e outra porque agora o sonho também tem teclado. Comer, só se for rapidinho - beber, tem que ser vinho. E tinto. Ou café. É café, que ele gosta tanto...E quando não está editando suas letras, viaja pelos espaços queridos. Ele disse...ela disse...ele disse...so nice...então, esse seu texto ela já conhecia, dear, deixou-a de 4 na época, com uma folha de sulfite nas mãos, tratando de convecer as amigas que algo transcendia. Hoje sabe que era verdade. Quantos julgaram-na uma maluca de pedra? Hoje sabe também que a dor é uma forma muito particular de prazer. Nada de sadomasoquismos, digo sim das lágrimas que misturam-se ao sangue, agregando-lhes viço e sal.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Jamais
É só que não dá mais
esse negócio de escolher
[jamais
foi tamanha dor ater
no peito o que quer tanto
[doer
Foi-se aquele tempo de brinquedo
aquele sentar-se ao do fogo o
[labaredo
essa paixão já desvela para
vozes que não me deixam em
[paz
jamais.
Parei para olhar sua cor
Então dei por mim ser tu uma
[flor
Agonizando pensei de você
ouvir o meu sentimento
[escrever.
Sorteei-te mas
ganhar-te, jamais.
É que não és pedra de bingo
nem de longe, é na realidade
o meu maior amor proibido
Vai longe o pensamento
traz para perto você
acontece você ser unguento
e talvez não terei-te jamais
Toco o meu peito que soa
um coração em prantos
e você é essa pessoa
que me afujenta os espantos.
Tão bonita tua voz quis que
[trouxesse
um pedido mais pedido em prece
despedido é tolher como toco
a minha ladainha
[jamais.
Pedtro
15/04/09
esse negócio de escolher
[jamais
foi tamanha dor ater
no peito o que quer tanto
[doer
Foi-se aquele tempo de brinquedo
aquele sentar-se ao do fogo o
[labaredo
essa paixão já desvela para
vozes que não me deixam em
[paz
jamais.
Parei para olhar sua cor
Então dei por mim ser tu uma
[flor
Agonizando pensei de você
ouvir o meu sentimento
[escrever.
Sorteei-te mas
ganhar-te, jamais.
É que não és pedra de bingo
nem de longe, é na realidade
o meu maior amor proibido
Vai longe o pensamento
traz para perto você
acontece você ser unguento
e talvez não terei-te jamais
Toco o meu peito que soa
um coração em prantos
e você é essa pessoa
que me afujenta os espantos.
Tão bonita tua voz quis que
[trouxesse
um pedido mais pedido em prece
despedido é tolher como toco
a minha ladainha
[jamais.
Pedtro
15/04/09
sábado, 3 de outubro de 2009
Soneto
Pequenas Conchas
De outra vez fui mar
Para ler nas conchas
Um futuro salutar:
Essa minha vida troncha.
Quis tanto quanto pude
Reverter os quadros da vida
De vez em quando pintei
Na parede as minhas leis.
Eureka! Gritei, bem alto
São, certo e em sobressalto
Quanto pude me repreender.
Feito morro de destarte
Ouriçado em minha arte
Ao que o sei, pequena; crê!
Petro.
30/09/09
De outra vez fui mar
Para ler nas conchas
Um futuro salutar:
Essa minha vida troncha.
Quis tanto quanto pude
Reverter os quadros da vida
De vez em quando pintei
Na parede as minhas leis.
Eureka! Gritei, bem alto
São, certo e em sobressalto
Quanto pude me repreender.
Feito morro de destarte
Ouriçado em minha arte
Ao que o sei, pequena; crê!
Petro.
30/09/09
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Afeganistão
Você chama e ele vem - feliz - como um cãozinho que reconhece um dono em potencial.
O coração decodifica seus símbolos e sinais.
A senha está correta, e ele entra.
Sentidos encrespam como uma vaga de ressaca contra a murada da avenida -Tudo se alaga.
Antes – a calmaria que antecede os grandes fenômenos da natureza: Como um lapso no respirar, o silêncio majestoso das grandes cadeias.
Contra as reiteradas investidas de nossos desejos terroristas, só encontramos abrigo nas solitárias cavernas do Afeganistão.
Mas isso também não dura. E saímos em busca de alimento.
Esse que sustenta a complexa estrutura de nossos anseios mais secretos, nossas esperanças, por vezes vãs.
Ao revê-lo, dá-se um colapso no sistema.
Ebulições de euforia, explosões de alegria, prostrações de tristeza.
A máquina reage, soa um alarme estridente.
Tempo apenas de abrigar-se do bombardeio de sensações confusas nas trincheiras abertas da alma.
Então, nosso coração é uma granada e o caminho a seguir está cheio de minas antigas, esquecidas desde a última guerra.
*
Anete Antunes
O coração decodifica seus símbolos e sinais.
A senha está correta, e ele entra.
Sentidos encrespam como uma vaga de ressaca contra a murada da avenida -Tudo se alaga.
Antes – a calmaria que antecede os grandes fenômenos da natureza: Como um lapso no respirar, o silêncio majestoso das grandes cadeias.
Contra as reiteradas investidas de nossos desejos terroristas, só encontramos abrigo nas solitárias cavernas do Afeganistão.
Mas isso também não dura. E saímos em busca de alimento.
Esse que sustenta a complexa estrutura de nossos anseios mais secretos, nossas esperanças, por vezes vãs.
Ao revê-lo, dá-se um colapso no sistema.
Ebulições de euforia, explosões de alegria, prostrações de tristeza.
A máquina reage, soa um alarme estridente.
Tempo apenas de abrigar-se do bombardeio de sensações confusas nas trincheiras abertas da alma.
Então, nosso coração é uma granada e o caminho a seguir está cheio de minas antigas, esquecidas desde a última guerra.
*
Anete Antunes
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ouço minha fome
ouço minha fome devorando poemas...
de bourbon ou vinho barato, me veio o hálito de olhos marcados, bordados e expressos... que me roubam palavras como se a mim possuísse - palavras e corpo... me jogo no mundo do fundo profundo dos olhos marcados, atravessados, difusos e me confundo, mas eu que nunca fui santa, me permito ser infinita no corpo, me aprendendo em piercings e desatando nós na garganta.
afino a poesia das ruas como um bicho de cinco cabeças que evita pronomes de apego e posse e na falta de versos, apelo para acessos de tosse, tosse, tosse...
isso é tudo o que tenho e esse tudo me chega sem nome... e o que são as coisas antes de ter nome?
me embriagava de beijos, de vinho e versos sem rolha... baudelaires às avessas na busca da virtude que nos escolha e na encolha, os melhores desejos são aqueles dedicados nus e em carne viva, nossa carne crua que suspira...
sem resistência e entre palavras chulas no chão da sala, mordo a morte pra que alguém se sinta vivo ...
vivo agora voyeur imaginária de beijos que não são meus, chupo versos e estanco gemidos voltando pra casa lambendo giletes, sugando o vermelho do mel da minha língua dolorida, que não sei sugaram de mim enquanto eu ardia, ou se realmente nunca a ninguém pertenceu algum outro dia, numa outra vida.
mastigo a língua que lamberam palavras mal ditas, lançadas nas labaredas dançarinas de verdades benditas.
por isso eu peço que parta e que reparta e em outro desejo, espero que te escolha uma estrela boiante no céu e que nela te reflita a tua merecida musa, que te surja de onde vier, das ruas, dos becos, da memória ou das espumas...
e se numa nova cena, eu soltar o meu corpo e alguém pressentir, que nada foi viver perdido, ou também, que tudo que nunca fizemos tenha feito sentido, apenas iremos saber, do grito ecoante da morte mordida e do gosto do desgosto que guardava nas visceras, quando qualquer forma de pressentimento anunciava a partida.
(...) engulo meu silêncio.
e ainda ouço minha fome.
.
(sheyladecastilhoº
de bourbon ou vinho barato, me veio o hálito de olhos marcados, bordados e expressos... que me roubam palavras como se a mim possuísse - palavras e corpo... me jogo no mundo do fundo profundo dos olhos marcados, atravessados, difusos e me confundo, mas eu que nunca fui santa, me permito ser infinita no corpo, me aprendendo em piercings e desatando nós na garganta.
afino a poesia das ruas como um bicho de cinco cabeças que evita pronomes de apego e posse e na falta de versos, apelo para acessos de tosse, tosse, tosse...
isso é tudo o que tenho e esse tudo me chega sem nome... e o que são as coisas antes de ter nome?
me embriagava de beijos, de vinho e versos sem rolha... baudelaires às avessas na busca da virtude que nos escolha e na encolha, os melhores desejos são aqueles dedicados nus e em carne viva, nossa carne crua que suspira...
sem resistência e entre palavras chulas no chão da sala, mordo a morte pra que alguém se sinta vivo ...
vivo agora voyeur imaginária de beijos que não são meus, chupo versos e estanco gemidos voltando pra casa lambendo giletes, sugando o vermelho do mel da minha língua dolorida, que não sei sugaram de mim enquanto eu ardia, ou se realmente nunca a ninguém pertenceu algum outro dia, numa outra vida.
mastigo a língua que lamberam palavras mal ditas, lançadas nas labaredas dançarinas de verdades benditas.
por isso eu peço que parta e que reparta e em outro desejo, espero que te escolha uma estrela boiante no céu e que nela te reflita a tua merecida musa, que te surja de onde vier, das ruas, dos becos, da memória ou das espumas...
e se numa nova cena, eu soltar o meu corpo e alguém pressentir, que nada foi viver perdido, ou também, que tudo que nunca fizemos tenha feito sentido, apenas iremos saber, do grito ecoante da morte mordida e do gosto do desgosto que guardava nas visceras, quando qualquer forma de pressentimento anunciava a partida.
(...) engulo meu silêncio.
e ainda ouço minha fome.
.
(sheyladecastilhoº
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Quando à noite, em
inúmeros vapores, salta
à alma a dor;
Esse meu leigo penar
sobre o que ainda não
vivenciei,
Este, que vem me avisar
que não me distanciei
Do choro que salta ao
olhar, duro de se
sentir, mas franco em
admitir ser meu e de
mais ninguém
Esse sentimento contém
tudo o que experimentei,
e nele fica guardado
o futuro esplêndido
em esperança, algo
que diz que nem criança
diz um pouco de sonho
morador de minha Alma
e colhedor, e é tam-
bém, sempre foi e
será, o agradecimento
ao que mo traz essa
dor que também é
noite e escuridão preta
mas que brilha qual
o luar, leva-me lon-
ge o pensar e tudo
ao redor cria vida.
É que tudo não passa
da experiência artística.
Petro.
inúmeros vapores, salta
à alma a dor;
Esse meu leigo penar
sobre o que ainda não
vivenciei,
Este, que vem me avisar
que não me distanciei
Do choro que salta ao
olhar, duro de se
sentir, mas franco em
admitir ser meu e de
mais ninguém
Esse sentimento contém
tudo o que experimentei,
e nele fica guardado
o futuro esplêndido
em esperança, algo
que diz que nem criança
diz um pouco de sonho
morador de minha Alma
e colhedor, e é tam-
bém, sempre foi e
será, o agradecimento
ao que mo traz essa
dor que também é
noite e escuridão preta
mas que brilha qual
o luar, leva-me lon-
ge o pensar e tudo
ao redor cria vida.
É que tudo não passa
da experiência artística.
Petro.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Aos Libertinos
Voluptuosos de todas as idades e de todos os sexos é a vós apenas que ofereço esta obra: nutri-vos de seus princípios, eles beneficiam vossas paixões, e essas paixões, com as quais os frios e insípidos moralistas vos assustam, são apenas os meios que a natureza emprega para que o homem alcance as intenções que ela tem sobre ele; atentai apenas a essas paixões deliciosas; seu órgão é o único que vos deve conduzir à felicidade.
Mulheres lúbricas, que a voluptuosa Saint-Ange seja vosso modelo; desprezai, a exemplo dela, tudo o que contraria as leis divinas do prazer que a acorrentaram durante toda a vida.
Donzelas cerceadas durante um tempo demasiado longo nos laços absurdos e perigosos de uma virtude fantástica e de uma religião repugnante, imitai a ardente Eugénia; destruí, pisai, com a mesma rapidez que ela, em todos os preceitos ridículos inculcados por pais imbecis.
E vós, amáveis debochados, vós que, desde a juventude, não tendes outros freios senão vossos desejos nem outras leis senão vossos caprichos, que o cínico Dolmancé vos sirva de exemplo; ide tão longe quanto ele se, como ele, quereis percorrer todos as estradas floridas que a lubricidade vos prepara; convencei-vos, imitando-o, de que só alargando a esfera de seus gostos e suas fantasias, e, apenas sacrificando tudo à volúpia é que o infeliz indivíduo conhecido como homem e lançado a contragosto nesse triste universo, pode conseguir entremear de rosas os espinhos da vida.
[Marquês de Sade], in “A Filosofia na Alcova”
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Elena Chernenko aka Kassandra,
Marquês de Sade
diário de uma paixão /
Foto: Gabriele Rigondiário de uma paixão /
“Procuro teu perfume, teu ombro, tua mão no respirar morno das casas. Revolvo-me no branco dos lençóis, como o mar se resolve contra as paredes, em maré viva. O sopro do teu sono humedece-me o peito. Manhã confusa, nevoenta luz onde se quebra o pesadelo. Procuro-te, peixe alucinante, no fundo lodoso de mim. (…) O ténue tecido das cortinas separa o sonho vivido em ti da cidade há muito acordada. Prolongo esse instante de ilusão (…)“
[Al Berto], excerto de O pranto das mulheres sábias, in “À Procura do Vento Num Jardim d' Agosto”
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
As Cobras
Cobrem o meu corpo
através de um sopro
de devaneios de jogo
deveras perigoso
de caráter lastimoso
e pele escamosa
entre as presas
sua rosa
na sibila úmida
uma intenção vaporosa
Cobrem todo o chão
soçobram perversão
tomadas aquarelas
quão belas!
quão belas!
Petro
05/08
através de um sopro
de devaneios de jogo
deveras perigoso
de caráter lastimoso
e pele escamosa
entre as presas
sua rosa
na sibila úmida
uma intenção vaporosa
Cobrem todo o chão
soçobram perversão
tomadas aquarelas
quão belas!
quão belas!
Petro
05/08
segunda-feira, 20 de julho de 2009
o cabuloso beijo roubado
vivo dentro de um labirinto andando em circulos, arrastando poemas as vezes ridículos, sentindo o peso da carne e o ferver do meu sangue já nem mais tão sagrado, que me percorre ardido dentro das artérias e veias.
meu pensamento segue em fragmentos descontínuos, porém continuo persistindo em alguma coisa que me vem e foge. sempre me perco decifrando entrelinhas e em algumas noites as palavras me doem quando me escorrem...
pelas noites quando todos os anjos são pardos, luto com meus demônios e com essa preguiça ou falta de necessidade de vivenciar um possível novo amor. prefiro contemplar muitas vezes, as fúrias das avenidas e dos asfaltos gastos e os pingados gatos perdidos pelas esquinas que se esquivam ao ouvir meus passos.
tudo aquilo que me trava de certa forma me enche de luz... talvez a minha inspiração se multiplique com mais fluidez quando ancorada na dor, quando do amor eu nada supuz...
mas é fato, que é preciso suportar a vida recheada de vermes e confeitada de adereços carnavalescos, como também é preciso amar qualquer forma de morte e beijá-la na boca, mesmo que seja à força...
e sorrir para a louca morte da boca beijada, que se rende e lambe os meus pés antes que eu a faça de pouca.
(sheyladecastilhoº
meu pensamento segue em fragmentos descontínuos, porém continuo persistindo em alguma coisa que me vem e foge. sempre me perco decifrando entrelinhas e em algumas noites as palavras me doem quando me escorrem...
pelas noites quando todos os anjos são pardos, luto com meus demônios e com essa preguiça ou falta de necessidade de vivenciar um possível novo amor. prefiro contemplar muitas vezes, as fúrias das avenidas e dos asfaltos gastos e os pingados gatos perdidos pelas esquinas que se esquivam ao ouvir meus passos.
tudo aquilo que me trava de certa forma me enche de luz... talvez a minha inspiração se multiplique com mais fluidez quando ancorada na dor, quando do amor eu nada supuz...
mas é fato, que é preciso suportar a vida recheada de vermes e confeitada de adereços carnavalescos, como também é preciso amar qualquer forma de morte e beijá-la na boca, mesmo que seja à força...
e sorrir para a louca morte da boca beijada, que se rende e lambe os meus pés antes que eu a faça de pouca.
(sheyladecastilhoº
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Trincheira

Porque será que nunca olho para os seus pés?
Atenho-me à estatura e às roupas largas.
Limito-me à linha do rosto- Reflito.
Porque será que falo tão apaixonadamente da sua pele,
se ela é marcada por esse vinco/cinza/doentio,
prova irrefutável de um cansaço secular?
Limito-me à linha do tempo - Reluto.
Talvez porque o seu sorriso dismistifique a cultura das aparências,
transcendendo-a.
Você é algo assim como Cheshire - um enigma.
Meu enigma.
Então, seu olhar afiado pressiona-me contra o balcão:
Me escoro nos copos, escudos de vidro fosco,
cheios de veneno negro.
Além dessas paredes, o cheiro úmido da noite.
O cheiro da terra.
Desejo ...
meu desejo ...
Retorno ao front.
Invariavelmente entrincheirada para a guerra dos olhares que dizem coisas ... Mortais.
Vez por outra ferida por toques de pele nada aleatórios, mísseis de palavras soltas que reverberam, assobios, trechos de canções arremessados, borbardeios de cadeiras arrastadas, bombas quimicas de testosterona ... um inferno.
Meu paraíso.
Cheshire reaparece quando ameaço retirar as tropas de campo.
No último instante -"Fica".
Fico.
Novo blog
Novo blog: http://nos2somos3.blogspot.com/
Traga-me içado nos teus cabelos de âncorasVela-me insano no teu oceano de coxasTraga-me são no perigo das tuas ancasVela-me santo no tesouro das tuas conchas (aluisiomartinns )
Traga-me içado nos teus cabelos de âncorasVela-me insano no teu oceano de coxasTraga-me são no perigo das tuas ancasVela-me santo no tesouro das tuas conchas (aluisiomartinns )
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Menina Marina
Há a menina
Também a marina
onde se banha
e me contamina
Há o por do sol
Também há o anzol
estirado no caniço
e um ribação
De tanto roncar
Um sonho de estar
ao seu lado, Marina
na sala de estar
|
Nada de nuvens
- Por onde as nuvens
andam, Marina?
Talvez sem você
não há por que
pra não me envolver
com outra mulher
que na marina
se mostre como quer
que se mostre menina
Talvez sem saber
Eu -- em verdade
volte a esquecer
de sentir saudade
Mas todos os dias
Nas horas que banham
minhas tardes vdias
tasmbém se banham
na marina
É que a marina
sem você não é!
É que a marina,
Querida, Marina
também é mulher.
08/07
Petro.
Também a marina
onde se banha
e me contamina
Há o por do sol
Também há o anzol
estirado no caniço
e um ribação
De tanto roncar
Um sonho de estar
ao seu lado, Marina
na sala de estar
|
Nada de nuvens
- Por onde as nuvens
andam, Marina?
Talvez sem você
não há por que
pra não me envolver
com outra mulher
que na marina
se mostre como quer
que se mostre menina
Talvez sem saber
Eu -- em verdade
volte a esquecer
de sentir saudade
Mas todos os dias
Nas horas que banham
minhas tardes vdias
tasmbém se banham
na marina
É que a marina
sem você não é!
É que a marina,
Querida, Marina
também é mulher.
08/07
Petro.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sem taurus

não gosto de bater portas e com isso causar feridas
eu prefiro abrir as janelas, para que invada a ventilada vida.
é prova de amor, mostrar o gosto nem tão doce da verdade
e não ferir lentamente por vício, apego e vaidade.
flutuo entre o presente e o passado que ronda recente,
eu receio todos os excessos, que fazem ar de inocente.
eu prezo e pago poemas, com outras tão minhas moedas
e galopo na sorte da vida sem culpa, sem medo e sem rédeas...
meu corpo/labirinto não é uma via sem saída,
toda fuga também pode ser um ponto de partida.
pois entenda...
nunca foi nó. foi sempre um laço.
não é calor. é um mormaço.
não é a sede que enche um pote.
no óbito, o hábito foi a causa mortis.
(sheyladecastilhoº
eu prefiro abrir as janelas, para que invada a ventilada vida.
é prova de amor, mostrar o gosto nem tão doce da verdade
e não ferir lentamente por vício, apego e vaidade.
flutuo entre o presente e o passado que ronda recente,
eu receio todos os excessos, que fazem ar de inocente.
eu prezo e pago poemas, com outras tão minhas moedas
e galopo na sorte da vida sem culpa, sem medo e sem rédeas...
meu corpo/labirinto não é uma via sem saída,
toda fuga também pode ser um ponto de partida.
pois entenda...
nunca foi nó. foi sempre um laço.
não é calor. é um mormaço.
não é a sede que enche um pote.
no óbito, o hábito foi a causa mortis.
(sheyladecastilhoº
.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Poema Para Michael
Pedro, tu que és pedra,
diz o Senhor,
Descreve da perda a
dor do asceta e
desmistifica o pudor
que faltou em sua
reta.
Fala também, Pedro
do que ele causou
- esse menino baco
que o mundo abraçou.
Mas se baco foi
fraco, Pedro - diz
do que restou o que
foi.
Foi branco, sim
depois de preto
foi tanto assim
que até quase foi preso.
Ai de mim!
Se falhar em um
verso, ao descrever
por mim àquele
menino-universo.
Da música e da
dança, da preguiça
de crescer e
do seu caráter
volúvio.
À parecer morme
mente maluco, ia
cativando. Chamou
até criancinhas, imi
tando o Senhor,
Mas teve problema.
É que na brincadeira
de Pan acostumou,
e, Pan - velho amigo,
não se acostuma,
não. Pan, meu
amigo, levanta a
voz à quem o imitou:
- Há de ver-se
comigo.
Mas gênio que é
gênio, traz a paz no
coração.
De mexer contigo,
comigo e com todos
à quem vê irmão,
pois da genialidade
sabe-se o fim:
Vai-se o homem e
a fama de gênio,
enfim
Tola, mas verdadeira,
diz para todos os
mortais reles:
- Para mim, vós sois
só brincadeira!
Petro.
26/06
maluco
diz o Senhor,
Descreve da perda a
dor do asceta e
desmistifica o pudor
que faltou em sua
reta.
Fala também, Pedro
do que ele causou
- esse menino baco
que o mundo abraçou.
Mas se baco foi
fraco, Pedro - diz
do que restou o que
foi.
Foi branco, sim
depois de preto
foi tanto assim
que até quase foi preso.
Ai de mim!
Se falhar em um
verso, ao descrever
por mim àquele
menino-universo.
Da música e da
dança, da preguiça
de crescer e
do seu caráter
volúvio.
À parecer morme
mente maluco, ia
cativando. Chamou
até criancinhas, imi
tando o Senhor,
Mas teve problema.
É que na brincadeira
de Pan acostumou,
e, Pan - velho amigo,
não se acostuma,
não. Pan, meu
amigo, levanta a
voz à quem o imitou:
- Há de ver-se
comigo.
Mas gênio que é
gênio, traz a paz no
coração.
De mexer contigo,
comigo e com todos
à quem vê irmão,
pois da genialidade
sabe-se o fim:
Vai-se o homem e
a fama de gênio,
enfim
Tola, mas verdadeira,
diz para todos os
mortais reles:
- Para mim, vós sois
só brincadeira!
Petro.
26/06
maluco
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Um amor depois do outro
*
Virá o tempo
quando exultante
hás de saudar-te ao chegar
à tua própria porta, em teu espelho e cada qual
retribuirá sorrindo a saudação do outro,
e dirá, senta-te aqui. Come.
Amarás de novo a quem te era estranho: a ti mesmo.
Dá vinho. Pão. Teu coração de volta
a si mesmo, ao estranho que toda a vida
te amou, que, por causa de um outro,
desconsideras, que te conhece de cor.
Pega as cartas de amor na estante,
as fotos, as anotações desesperadas,
descasca do espelho tua imagem.
Senta-te. Refestela-te com tua vida.
*
Derek Walcott, Love after love. 1930
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Há
Há uma estrela solta nesse céu que se enegrece agora, colada em algum pedaço do pano azul escuro que a noite vem estendendo pelo espaço.
Há um espaço em mim destinado a ela, solto, dentro, onde mais nada alcança.
Há, no céu da minha boca, a espera.
No centro da minha mão há afago.
No fundo do que sou, tua lembrança vaga que o meu tempo tem, que não apago.
E muitas vezes, há um véu lilás que tinge as tardes de inverno e que trata de ocupar todos os cantos e encantos, que os meus olhos vislumbram e deslumbram.
Ainda há dentro de mim, num lugar onde a saudade tinge em aquarela, todas as cores quentes que se derramam ao entardecer e que me escorrem em poemas que não mais fazem doer.
Há salamandras que flutuam e que aquecem o meu olhar, ao perceber o momento exato do amor se aproximar.
Há o Sol...
Foi-se o tempo do amargo e do sal.
Pela casa, há a lembrança do afago e do fogo, que nenhum futuro não mais apaga...
(sheyladecastilhoº & necka ayala
inneckaayala.blogspot.com
aliciamentosealucinacoes.blogspot.com
Há um espaço em mim destinado a ela, solto, dentro, onde mais nada alcança.
Há, no céu da minha boca, a espera.
No centro da minha mão há afago.
No fundo do que sou, tua lembrança vaga que o meu tempo tem, que não apago.
E muitas vezes, há um véu lilás que tinge as tardes de inverno e que trata de ocupar todos os cantos e encantos, que os meus olhos vislumbram e deslumbram.
Ainda há dentro de mim, num lugar onde a saudade tinge em aquarela, todas as cores quentes que se derramam ao entardecer e que me escorrem em poemas que não mais fazem doer.
Há salamandras que flutuam e que aquecem o meu olhar, ao perceber o momento exato do amor se aproximar.
Há o Sol...
Foi-se o tempo do amargo e do sal.
Pela casa, há a lembrança do afago e do fogo, que nenhum futuro não mais apaga...
(sheyladecastilhoº & necka ayala
inneckaayala.blogspot.com
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